A pequena usa chupeta desde que nasceu. Literalmente.

Já no segundo dia de vida, oferecemos e ela aceitou que foi uma beleza!

Ajudou em vários momentos: a dormir, a andar no carro sem chorar, com as cólicas, quando ficava doente…enfim. Companheira de altas horas.

Até que recentemente, o pediatra deu um dead line: Chupeta no máximoooo até 3 anos!

Mamãe aqui gelou!

Ela vai completar 3 anos agora em setembro, e eu então tinha que prepará-la para aceitar a ideia. Na verdade, preparar eu e meu marido, pois acho que a chupeta acaba sendo um pouco uma “bengala” para nós também.

Enfim, começamos há alguns meses atrás com a história que ela estava crescendo, que não precisava mais da chupeta, que ela podia escolher um brinquedo muito bacana e dar a chupeta para o moço da loja…

Sempre que tínhamos a oportunidade, dávamos esse discurso.

Um dia ela falou que queria uma bicicleta.

Aos poucos comprou a ideia que queria ir na loja trocar a chupeta pela bicicleta.

Porém, quando falávamos para ir na loja, ela não queria.

E aceitamos essa condição dela, respeitando o tempo dela.

Um dia, estávamos em uma loja, e tinha bicicleta para criança. Ela pirou…queria porque queria a bicicleta.

Tentamos negociar: deixa a chupeta que a gente leva a bicicleta.

Nada feito. Saíamos da loja sem bicicleta e com a chupeta.

Estávamos quase desistindo já dessa tática e pensando em uma maneira mais “direta ao ponto”.

Até que hoje, acontece um pequeno milagre em casa…

Acordei, como um dia normal, segui a rotininha aqui de casa…

Baixinha de férias, então deixo ela dormir até um pouco mais tarde e vou para a academia.

Estava na porta já e a babá me chama:

– Carol, a Bia quer te contar uma coisa!

– Fala meu amor! – Eu abaixei perto dela.

– Mamãe, eu pedi para a babá jogar todas as minhas chupetas no lixo, pois eu não quero nunca mais usar chupeta.

Nesse momento eu parei de respirar.

“Pensa rápido, Carolina, pensa rápido”!!!

Meu instinto (porque fiz quase sem pensar…) foi de concordar com ela. Topei o negócio na hora.

Peguei um saco plástico e fiz ela colocar todas as chupetas dentro.

Ela mesmo colocou para acompanhar e aceitar a decisão dela.

Depois de todas chupetas juntas, hora do adeus:

– Bia, tem certeza que você quer fazer isso?

– Sim!

– Você não vai mais usar chupeta a partir de agora. Tudo bem?

– Sim!

– E hoje a noite você vai dormir sem chupeta também. Tudo bem?

– Sim!

– Então vamos jogá-las no lixo!

E assim as chupetas foram parar no lixinho da cozinha.  (Lógico que as resgatei depois com uma pontinha de medo de fraquejar na madrugada…)

Passou a manhã super bem, até a hora do sono da tarde!  (Ela usa – ou usava!!! – as chupetas para dormir)

Pediu a chupeta, chorou, me abraçou, pediu para ver o lixinho da cozinha, para chamar o lixeiro…e dormiu! Até me surpreendi. Foi mais fácil que eu imaginava…

E ela nem chorou muito…não apelei para a tática “deixa chorar”. Simplesmente expliquei que ela tinha jogado as chupetas fora e que agora seria um pouco complicado achá-las.

O que me surpreendeu foi o fato dela assimilar o que já vínhamos falando para ela há algum tempo.

Ela claro, demorou para comprar a ideia, mas entendeu. Levou o tempo que foi necessário para ela e na hora certa, tomou a frente da situação.

Esses pequenos me surpreendem a cada dia.

Quem disse que eles são muito pequenos e que não entendem nada?

Uma boa conversa, expondo a situação e sempre verdadeira, pode fazer milagres!

Bom, conto para vocês depois como foi a noite….Se sobrevivemos ou não!! Torçam por mim!

Carol Baldin

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