Por que Kate Middleton saiu tão rápido da maternidade?

A duquesa de Cambridge deu à luz seu terceiro filho na segunda-feira passada (23) e levou apenas cerca de 6 horas para sair do hospital depois do parto. Especialistas explicam por que isso é possível, quais são os riscos da “alta precoce” e como funciona o sistema de saúde do Reino Unido

Kate deixou o hospital cerca de cinco horas depois de parir (Foto: Reprodução/Twitter)

Na segunda-feira (23), Kate Middleton deu à luz ao seu terceiro filho e gerou polêmica ao sair da maternidade com o bebê nos braços cerca de 6 horas depois do parto. A rapidez com que a duquesa de Cambridge foi liberada do hospital causou estranheza em muita gente e levantou a discussão: esse protocolo seria seguro e possível no Brasil?

Afinal, a alta hospitalar em tão pouco tempo depois do parto pode trazer riscos para a mãe e para o bebê? Segundo a ginecologista e obstetra Camila Escudeiro (SP), da Clínica Iluminar (SP), a resposta é não. “Se a gestação é de baixo risco, a mãe está bem orientada e o parto é bem assistido e sem intercorrências, não existe necessidade de uma longa observação em ambiente hospitalar”, explica. A obstetra reforça ainda que sair da maternidade poucas horas depois do parto não exclui a necessidade de uma reavaliação médica após o nascimento do bebê: “Não há problema nenhum em dar alta em tão pouco tempo, mas isso deve ser feito com um acompanhamento. O ideal é que 24 horas depois do parto, a mulher seja monitorada mais uma vez”.

O que aconteceu com Kate só foi possível porque o sistema de saúde pública do Reino Unido (NHS) segue justamente esse protocolo: em casos de partos normais ou naturais sem complicações, as mulheres, sejam elas princesas ou não, são liberadas da maternidade em até 10 horas e, no dia seguinte ao nascimento do bebê, recebem em casa a visita de um profissional da saúde que faz uma reavaliação do quadro tanto da mãe quanto do filho. Suzan Correa, brasileira que trabalha como midwife no NHS, em Londres, conta que esse é um processo comum na Inglaterra. “É um protocolo para todo mundo daqui, não é exclusividade da Kate. Já vi muitas mulheres que também tiveram alta em 6 horas e estavam maravilhosamente bem, assim como ela, só que não estavam de salto alto e cabelo arrumado”, relata.

Funcionaria no Brasil?

Seria possível adotar o protocolo britânico aqui no Brasil? “Muitas mulheres brasileiras também têm condições de ter esse tipo de parto, como o de Kate, mas, por conta da cultura hospital, isso não acontece”, explica Camila. Segundo ela, a convenção de que mãe e bebê devem ficar no hospital de 24 a 48 horas se deve à cultura de manter a família em observação para fazer o teste do pezinho e ao interesse dos hospitais em lucrar com os procedimentos realizados. No caso do SUS, Camila acredita que a alta em tão pouco tempo depois do parto só seria possível após uma mudança de estrutura do sistema: “Se os hospitais públicos liberassem as mulheres poucas horas depois do nascimento do bebê, eles infelizmente não teriam estrutura para garantir que essas mães sejam reavaliadas depois de 24 horas, não haveria um controle ou monitoramento”, finaliza.

Fonte: Crescer

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