A dislexia é um distúrbio de aprendizagem específico na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização.

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Os sintomas  da dislexia variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do distúrbio, e que varia de criança para criança. Durante a alfabetização é possível perceber essas dificuldades com mais intensidade e clareza.

As principais dificuldades são:

1) para ler, escrever e soletrar;

2) de entendimento do texto escrito;

3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações;

4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia);

5) ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia);

6) de organização temporal e espacial e coordenação motora.

Drauzio Varella

 

Os Pais precisam ter paciência com nesta fase da alfabetização, pois a criança não será alfabetizada da mesma forma que as outras crianças.

Neste momento é importante que a criança tenha o apoio da família e dos especialistas, como o neurologista, a fonoaudióloga e a psicóloga.

Para os Pais, preocupados com o desenvolvimento intelectual, vale ressaltar que a dislexia não está relacionada ao baixo QI, e sim a um distúrbio neurológico de  codificação. Assim que a criança passa a entender como ela aprende ela terá um desenvolvimento satisfatório, ou té mesmo superior.

Alguns grandes nomes da história possuem dislexia e são cientistas e escritores que aprenderam a contornar o padrão de ensino e se adequaram a sua forma de aprendizado.

Classe de gênios:

Albert Einstein
Quem foi: O maior físico do século 20, pai da teoria da relatividade
Efeitos da dislexia: Começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos.

Leonardo da Vinci
Quem foi: Um dos pintores mais famosos do mundo, autor da Mona Lisa
Efeitos da dislexia: Manuscritos acusam o distúrbio. Ele escrevia de trás para frente – traço característico de disléxicos canhotos.

Thomas Edison
Quem foi: Cientista do século 19, inventou a lâmpada incandescente
Efeitos da dislexia: Era tido como mentalmente atrasado pelos professores. Sua mãe passou a educá-lo sozinha.

Agatha Christie
Quem foi: A mais famosa escritora policial de todos os tempos, autora de mais de 80 livros
Efeitos da dislexia: Agatha não escrevia seus livros diretamente. Ela ditava as histórias para uma secretária ou usava um gravador.

Via @Super Interessante

O trecho do filme “Como estrelas na terra” ajuda a entendermos um pouco mais esse universo.

Para as mamães que ainda se preocupam com o desenvolvimento do seu filho, farei um relato pessoal.

Sou Cintia Miguel, trabalho com conteúdo online e faço parte da equipe de redatores da PetiteBox, e tenho dislexia.

Como tenho 29 anos, tive uma infância um pouco mais complicada, pois a dislexia não era tão pesquisada. Mas tive acompanhamento com fonoaudióloga durante um período. Até hoje não acho a minha dicção das melhores, mas é imperceptível.

A pior fase foi a da alfabetização. Tive uma alfabetização tardia, aprendi a ler perto dos 09 anos, e ainda assim, aprendi a ler com revistas em quadrinhos e muito incentivo dos meus pais. Era difícil gravar as letras e os fonemas, e lembro do sentimento de impotência diante das palavras.

Durante todo o processo de alfabetização tive muito apoio da minha família. Em um determinado período minha mãe fazia a minha irmã mais velha ir as aulas comigo, ela entendia o que eu falava e traduzia, assim como explicava o que a professora estava ensinando. E boa parte da educação infantil eu tive uma “explicadora” que me ajudava a fazer os trabalhos de casa.

Nunca fui boa com provas, mesmo sabendo todo conteúdo tirava notas baixas. Tentei 03 vezes o vestibular da Universidade Federal, e nas duas primeiras estava super focada e exigindo um resultado positivo, mesmo assim ficava como suplente. No terceiro ano que tentei, não havia estudado para o vestibular, fiz a prova sem expectativas, pois já estava matriculada em outra faculdade, e para minha surpresa passei em 9º lugar no meu curso, e com pontuação para entrar em quase todos os cursos. Descobri que fiz a prova do meu jeito, não segui as fórmulas dos cursinhos.

Até hoje tenho algumas dificuldades, sei que não posso escrever um texto se estou cansada, pois trocarei alguma letra, ou ler rápido demais alguma informação, já que não lembrarei dela na próxima hora. Aprender uma nova língua é complicado, por não ser indispensável, acabo perdendo o vocabulário rápido. Um fato recorrente é que edito algumas vezes tudo que escrevo. (Esse post foi editado 5 vezes)

O que aprendi com tudo isso?

  • Eu aprendo de forma diferente, e que nem sempre a escola tradicional tem o melhor formato de ensino.
  • Preciso ler 3 vezes mais que qualquer pessoa, para não perder vocabulário.
  • Paciência é indispensável, e é preciso respeitar o tempo de aprendizado.
  • O amor da família é a base principal para o aprendizado.
  • Prazos são necessários, pois a dislexia colabora com a falta de foco.


Para todos as mamães, professores e pessoas que lidam com o desenvolvimento da criança, é indispensável que seja investigado se o temperamento arredio, a “preguiça” ou a falta de atenção, não sejam algum distúrbio, que pode ser contornado ou solucionado já no início evitando problemas futuros.

Não podemos desistir!

Beijos,
Equipe PetiteBox

 

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