Como acabar com a diástase

Os dias que sucedem o nascimento do bebê têm tudo para ser a época mais feliz da vida de uma mulher. Porém, para as novas mamães, esse período é sinônimo de uma mistura de sentimentos que se instalam ao mesmo tempo: a felicidade imensa de estar ao lado do filho e uma forte tristeza ao se deparar com as mudanças do próprio corpo. Uma delas é a chamada diástase pós-parto, que deixa as mães com a autoestima lá embaixo.

A diástase é um estufamento na barriga que fica evidente após o parto, trazendo um grande incômodo estético para as mulheres. Isso acontece porque essa região sofre um estiramento durante a gravidez para acompanhar o crescimento do bebê, e com isso os retos abdominais (os músculos do “tanquinho”) acabam se afastando.

Os músculos retos têm a função de sustentação da região anterior do abdome, do xifoide (parte de baixo do osso do peito) até o osso púbico (parte do meio da bacia). Quando os dois lados dos músculos se distanciam a partir do estiramento da barriga, a parte entre eles fica sem sustentação e acaba formando uma lacuna no local. Este processo é chamado de diástase abdominal.

Conhecido também como afrouxamento da linha alba, os músculos da parede do abdome ficam divididos ao meio, gerando um espaço visível entre eles desde a parte superior do abdome até abaixo do umbigo, o que não agrada às mulheres de forma geral.

O tamanho desse espaço vai variar normalmente de 1 a 3 centímetros dependendo da constituição muscular da mulher e seu tipo de gestação. Nos casos mais graves pode chegar até 20 centímetros.

Isso prejudica não só a estética, mas também a saúde, já que altera a estabilidade corporal e a mobilidade da mulher, contribuindo para o aparecimento de dor nas costas e pernas.

COMO PREVENIR

Mulheres que já tiveram diástase em gestações anteriores têm mais risco de desenvolvê-la nas próximas. Portanto, o ideal é manter um intervalo de dois anos entre uma gravidez e outra.

Além disso, é importante que a vida de uma grávida seja regada por hábitos saudáveis. Isso certamente vai influenciar no seu pós-parto. A realização de exercícios físicos, por exemplo, tanto antes como durante a gestação reduzem as chances de uma mãe ter a diástase abdominal, pois esses fortalecem a região. Mas durante a gravidez é importante optar pelos exercícios de pouco impacto e intensidade como a hidroginástica e caminhadas leves, além de ficar sempre atenta à postura.

Mesmo existindo formas de diminuir as chances de ter a diástase, ainda assim ela é muito comum acontecer em qualquer pessoa. Depois da sua gravidez, a cantora Sandy contou em uma entrevista no programa Esporte Espetacular da TV Globo que estava há mais de um ano tentando voltar a barriga para o lugar com exercícios. A cantora Cláudia Leite, também teve a mesma complicação, e mesmo assim conseguiu perder os 12 quilos conquistados e hoje está em ótima forma.

CESARIANA E PARTO NORMAL

Tanto as grávidas que tiveram parto normal como as que passaram pela cesariana estão sujeitas a ter a diástase. Normalmente, para as que passaram pelo primeiro processo, é possível obter o diagnóstico do problema em apenas dois dias e após 30 dias já pode recorrer às atividades físicas.

As gestantes que passaram pela cesariana, por sua vez, terão a comprovação da diástase por volta de 30 dias, já que é preciso esperar a cicatrização dos pontos. Para começar a prática de exercícios físicos nesse caso, é aconselhável esperar de 45 a 60 dias se não houver tido nenhum tipo de complicação no parto. Mas é sempre importante obter uma liberação oficial do médico que acompanhou a gravidez ou o parto.

COMO SABER SE TENHO DIÁSTESE? 

Para descobrir se possui o problema e em qual nível ele se encontra, não é preciso sair de casa. Deitada no chão, coloque a mão na linha média do abdome, logo acima do umbigo.

Depois, como se fosse fazer um exercício abdominal, levante a cabeça e o tronco, contraindo o local. Se houver uma lacuna entre o músculo, essa pode ser considerada a diástase e apenas com a prática de exercícios físicos específicos a musculatura poderá voltar ao normal.

Em último caso, quando os exercícios são feitos de forma equivocada, ou se com mais de 6 meses o problema continuar mesmo com a prática, a opção é a cirurgia para reparação do tecido muscular – a abdominoplastia.

Esse procedimento se resume a um corte transversal no abdome inferior e com isso realizar o descolamento do tecido até o nível do umbigo, aproximando assim os músculos um do outro novamente. Caso haja a necessidade de fazer esse tipo de procedimento, o ideal é aguardar pelo menos seis meses, quando a mulher já não tiver mais amamentando.

ADEUS DIÁSTASE!

Lidar com o novo corpo depois de ter tido o bebê é uma experiência chocante para a grande maioria das mães. A diástase, por mais que não seja grave, é uma das principais mudanças que afeta a mulher não só fisicamente mas psicologicamente, que ao se olhar no espelho, se sente feia e angustiada de não saber se um dia voltará a ter um corpo como o de antes.

Para a felicidade de algumas, o problema regride de forma natural, e em cerca de dois meses o corpo já volta à sua forma de antes. Mas já para outras, isso não é o que acontece.  Alguns fatores como a genética, o tipo de músculo/pele, o tamanho do bebê, o número de gestações, quantidade de líquido amniótico e os hábitos da gestante como a alimentação e a postura, podem interferir e predispor a diástase.

Para esse grupo de mães, a prática de atividades físicas é fundamental para reverter o quadro, pois esses irão fortalecer os músculos reto-abdominais, estabilizando-os e alinhando-os.

Mas para isso, é preciso que as atividades sejam realizadas da maneira correta para não aumentar a gravidade do problema. Exercícios de rotação de tronco e quadril, alongamento lateral ou da cintura, por exemplo, contribuem para o aumento da lacuna no abdome. Além disso, a respiração é de suma importância durante os exercícios, para evitar um aumento da pressão intra-abdominal.

Você deve estar se perguntando: Mas como vou arrumar tempo para fazer exercícios com um filho pequeno para cuidar? Realmente, no dia-a-dia de uma mãe, dificilmente sobra tempo para cuidar do corpo, e, portanto, frequentar uma academia passa a ser uma realidade muito distante no período de pós-parto.

Foi por esse motivo que a especialista em treinamento físico para mulheres, Gabriela Cangussú, criou o programa “Mamãe Sarada” para instruir mães que desejam não só acabar com a diástase mas recuperar a boa forma em pouco tempo e sem precisar sair de perto do filho.

Isso é possível pois o programa é oferecido por meio de vídeos online que contém treinos com duração de apenas 14 minutos diários, podendo ser feitos em qualquer lugar, sem o uso de equipamentos. Essa é uma opção eficiente, rápida e fácil de ser encaixada no dia-a-dia.

Os exercícios do programa foram criados exclusivamente para as necessidades de mulheres que são mães, focando principalmente em problemas como a diástase e regiões do corpo que, além do abdome, também são afetadas durante a gestação, como pernas e glúteos.

Tendo foco, determinação e seguindo as orientações da Gabriela para a execução correta dos exercícios, você pode se livrar da barriga indesejada do pós-parto, permanecendo somente a alegria de ser mãe. Mas lembre-se sempre que cada mulher tem um tipo de corpo e o tempo de recuperação varia de uma para a outra. Portanto, não sofra, não se compare, e corra atrás do seu objetivo! Por mais que demore, os resultados vão aparecer.

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