De 4 a 6 meses: conquistas corporais que incrementam o brincar

Aos quatro meses, a maioria dos bebês já fixa o olhar, contemplando o que observa. Sua cabeça e olhos movem-se na mesma direção, e suas mãos se endereçam para o que ele quer, sejam pessoas ou objetos.  Os movimentos de rolar são ensaiados com o balanceio das pernas sobre a barriga, permitindo-o em pouco tempo rolar nos dois sentidos. Entre o quarto e o sexto mês os bebês desenvolvem a capacidade de sentar. Inicialmente precisam de apoio, mas no final do primeiro semestre muitos já se sentam sem nenhum suporte nas costas.

Para explorar seu próprio corpo e o que tem à sua volta, o chão torna-se um excelente lugar para o bebê brincar, sem riscos de queda e com a possibilidade dele escolher a posição que lhe é mais confortável. Livrinhos de tecido ou plástico, pequenos potes, fitas de cetim, pedaços de pano, bichinhos ou bonecos macios, argolas, bolinhas, cubos, objeto espelhado, chocalhos e mordedores garantem a diversão, especialmente quando têm cores primárias, que são as que mais agradam os bebês nesta faixa etária.

Embora os brinquedos comecem a fazer parte do cenário do bebê, é fundamental lembrar que a presença humana conectada ao bebê é essencial para que os humanos desenvolvam a capacidade de ficar só. Nesta etapa da vida, brincar sozinho significa ter a oportunidade de escolher a brincadeira: rolar, chutar, colocar a mão na boca, dar gritinhos e assim por diante. Aos poucos, conforme o bebê sente-se seguro com a presença física de alguém a ele conectado (não basta um corpo!) ele vai podendo brincar só sem que isto represente solidão, sentimento de abandono, desintegração ou mesmo uma defesa contra o ambiente. Este tempo vai aumentando conforme o bebê cresce amparado por esta conexão humana.

Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/manual-de-brincadeiras/indicacao/desenvolvimento-dos-0-aos-12-meses-dicas-para-brincar-com-seu-bebe/

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