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Acho que poucas coisas nos deixam tão ansiosos como pais do que ouvir nossos pequenos emitirem suas primeiras palavras e, em especial, mamãe e papai. Contudo, nossa comunicação com eles certamente começa já durante a gestação. Quantas vezes nos pegamos conversando com nossa barriga? Quando nasce e nos primeiros meses de vida o choro é a principal forma de expressão do bebê e cabe a nós, adultos, “traduzir” esse choro. E quão difícil nos parece essa atividade nos primeiros dias! Mas, aos poucos, vamos conseguindo e de repente, nos pegamos dizendo: “Isso é fome!”, “Isso é sono!”, “Acho que ele está com a fral

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da suja!”. O fato é que desde muito cedo a gente se entende. E entre fraldas, mamadas e banhos estabelecemos, mesmo sabendo que ainda não há uma compreensão efetiva por parte deles do que estamos falando, desde cedo um diálogo constante com nossas crias, diálogo esse FUNDAMENTAL para o desenvolvimento da fala e linguagem.

Desde muito cedo, observamos que os bebês possuem um repertório significativo de sons. Por volta dos 6 meses (ou até um pouquinho antes) os bebês começam com o que chamamos de balbucio e nos encantam com seus “gu-gus” e “da-das”. A medida em que crescem, começam a compreender algumas palavras e ordens simples e por volta de um ano de idade – BINGO! – começam a emitir as primeiras palavras com significado (mamãe, papai, nenê, dá, etc).

Lembro que a Alice falou primeiro papai do que mamãe… Imaginem minha frustração! Digo pro meu marido que foi uma espécie de economia, como que pra compensar quantas vezes ela me chama hoje em dia!

A partir de um ano de idade vemos então uma evolução significativa no que diz respeito à comunicação da criança. Há um crescimento rápido e contínuo do seu repertório lingüístico, assim como um refinamento de suas expressões verbais. Ao final do primeiro ano, já observamos o uso de duas palavras combinadas e aos dois anos a construção de frases com 3 palavras. Aos 3 anos as crianças são capazes de se fazer entender verbalmente e estabelecem diálogos cada vez mais sofisticados. Algumas dicas pra que seu filho seja um bom falante: Converse com seu filho! E fale corretamente, forneça o modelo adequado. Somos seu exemplo e seu referencial. Não podemos exigir uma fala correta se conversamos com eles de maneira infantilizada. Leia! Leia muito! Por meio da leitura, além de estimularmos a criatividade e a imaginação, oferecemos um leque riquíssimo de novas palavras e formas de comunicação. Brinque! A brincadeira é uma das formas mais efetivas de se estimular a fala e linguagem, além de permitir que compreendamos muito dos nossos filhos, seus anseios, suas necessidades e suas percepções de mundo. Não o interrompa nem o pressione! Dessa forma, ensinamos a eles a respeitar os turnos comunicativos. Ouça! Ouça sempre o que seu filho tem a dizer, mas acima de tudo, ouça com o coração!

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