Queridas gestantes e mamães, nos próximos 4 posts iremos detalhar para vocês alguns detalhes super importantes e úteis dos primeiros 100 dias do bebê.

Após nove meses de espera, enjoos, pés inchados, compras de enxoval, etc, finalmente você terá o seu bebê nos braços. Mas como serão os primeiros dias dessa nova vida juntos? Prepare-se para esse momento que vai marcar o início de uma grande história de amor entre você e o seu filho

Chorar, mamar, arrotar, sujar a fralda, dormir. É basicamente isso que seu filho vai fazer durante os 100 primeiros dias de vida. E, entre uma mamada ou um soninho e outro, você vai ter a certeza de que ele sorriu, balbuciou, reconheceu sua voz… Esse é um período justamente de reconhecimento, de conhecimento, de experiência. Mas, principalmente, de adaptação a uma rotina completamente diferente de tudo que você já viveu. E a aventura começa logo que seu filho sai da maternidade: ele está mais magro do que quando nasceu. Isso é normal? Será que ele está bem? Tudo isso você vai descobrindo aos poucos, conversando com o pediatra, lendo sobre o assunto e trocando informações com outros pais. É nesse período também que a família vai achar uma nova organização para a casa, e que pai e mãe encontrarão um ritmo para garantir que o bebê aprenda a mamar, a dormir, a se comunicar e a conquistar lentamente a sua independência. Apesar de nem sempre ser uma fase tranquila, acredite ou não, você vai sentir saudade até das noites em claro com o pequeno no colo. Porque é verdade, sim, que as crianças crescem rápido e cada etapa é diferente. Então, para ajudar você a superar aquele frio na barriga do começo, contamos aqui o que esperar dos primeiros 100 dias do bebê, desde a amamentação até o banho, e como lidar com as transformações que a chegada de um filho traz para a vida da família.

Amamentação

Pode se preparar: grande parte desses 100 primeiros dias você passará sentada, com seu filho no colo, alimentando-o. Não tem sensação mais prazerosa! E ela vai trazer benefícios para vocês dois: pesquisas já mostraram que, além de colaborar para a formação do sistema imunológico da criança e prevenir alergias, o aleitamento materno pode ajudá-la a ter melhor desempenho nos estudos, além de proteger a mãe contra doenças cardiovasculares.

A primeira mamada deve acontecer logo depois do nascimento ou, se houve alguma complicação, assim que você e seu filho estiverem bem. Nesse caso, peça para as enfermeiras não usarem mamadeira e sim uma colherzinha para oferecer o leite, para que ele não acostume com o bico plástico. O processo deve começar o quanto antes para estimular a descida do leite, o que pode demorar de 48 a 96 horas. Enquanto isso, o que vem é o colostro, um líquido que ajuda a nutrir e proteger o organismo da criança nos primeiros dias de vida.

Apesar de ser algo instintivo, a amamentação nem sempre é fácil. Você e seu filho precisam descobrir, juntos, de que forma ela vai funcionar. A equipe da maternidade pode ajudar com técnicas para ensinar a pega e posicionar o bebê, e, se você tiver qualquer dúvida em casa, ligue para o obstetra. O importante é não desistir e beber, em média, três litros de água por dia. Isso ajuda na formação do leite – sem contar que você terá muita sede.

Nas primeiras semanas, ofereça a mama sempre que seu filho chorar. As mamadas costumam durar de 15 a 20 minutos, com intervalos de duas a quatro horas. No início, alguns especialistas recomendam oferecer apenas um dos seios a cada mamada, e alterná-los quando a amamentação estiver mais tranquila. Sobre acordar ou não o bebê para alimentá-lo, converse com seu pediatra. Ele pode aconselhar que você só ofereça a mama à noite se a criança chorar.

Por razões fisiológicas ou emocionais, a amamentação pode não ocorrer de jeito nenhum. Aí, o médico vai indicar fórmulas infantis, que usam leite de vaca ou de soja modificado. E nada de culpa! Mesmo sem amamentar, estar com o bebê no colo, acalentando e oferecendo a mamadeira, também é uma forma de oferecer segurança.

Arroto

Segure o bebê na posição vertical, junto ao seu ombro, até ouvir o arroto ou por 20 minutos, no máximo. Se ele mama no peito, vai arrotar pouco, porque ingere menos ar durante a amamentação. Já quem toma mamadeira ou tem refluxo fisiológico solta mais ar. Agora, se ele nunca arrotar, converse com o pediatra.

Cólica

Seu filho chora, chora, chora, e não é fome, sono ou fralda suja. Pode ser as temidas cólicas, dores abdominais comuns a partir dos 15 dias de vida. A boa notícia é que elas vão diminuindo e desaparecem por volta dos 3 meses. Uma das explicações para o problema é que o sistema digestivo do bebê ainda não funciona plenamente. A alimentação da mãe também pode influenciar e os especialistas recomendam evitar café, refrigerantes e até chocolate. Para atenuar o desconforto, mantenha o abdômen do seu filho quentinho e coloque-o de barriga para baixo ou junto ao peito. Também vale ajudá-lo a evacuar empurrando as perninhas flexionadas.

Fonte: retirado do site http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI327961-15152,00.html , acessado em 14/09/2017

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